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JARDIM SENSORIAL:
UMA TRILHA PARA OS SENTIDOS

Franção, P.1*; Fanhoni, M.R.1; Franco, D.B.1; Pires, F.S.L.1;
Souza, A.A.F 1; Marchese, D.M.A.1

1.UNISA - Faculdade de Fisioterapia - Sâo Paulo - SP - Brasil

Palavras-Chaves: estimulação sensorial, jardim terapêutico, jardim sensorial, fisioterapia

 INTRODUÇÃO:

A idéia de que os jardins seriam benéficos às pessoas deficientes data de muitos séculos atrás. Nas primeiras décadas do século vinte os profissionais da área da saúde começaram a se preocupar em desenvolver ambientes funcionais, reflexos de uma nova visão tecnológica e científica. Nos anos que se seguiram muitos ambientes foram desenvolvidos e considerados eficientes para a reabilitação. Hoje se sabe que eles eram na verdade estressantes e inadequados, pois não supriam as necessidades emocionais e psicológicas dos pacientes. Surgiu então a necessidade de se criar locais de trabalho que, além de funcionais, mantivessem o paciente mais tranqüilo e dessem a ele o suporte psicológico necessário para lidar com suas limitações.1

A estimulação promovida pela convivência fora dos centros de tratamento fica abolida nas situações de internação e mesmo de terapia; o dentro e fora, o eu e o outro acabam por se confundir; é o mesmo problema encontrado por Lygia Clark que busca em sua obra o reconhecimento da sensorialidade, a redescoberta dos sentidos na obra que transcende o espaço das molduras dos quadros e das vitrines das esculturas, em suas instalações que estimulam essa busca.2

Ressurgiram alguns movimentos internacionais que procuravam melhorar a qualidade dos tratamentos através da criação de espaços acessíveis e que proporcionassem ao paciente o suporte necessário. Foram assim criados os jardins terapêuticos. Para que um espaço seja considerado um jardim, precisa conter uma quantidade razoável de folhagens e flores. Pode ser construído tanto em um ambiente aberto quanto fechado e seu tamanho pode variar de pequenos espaços internos a grandes áreas em parques urbanos.1

O jardim é bastante útil no tratamento de crianças temporariamente incapacitadas por acidente, cirurgia, trauma psicológico, ou ainda aquelas com deficiência mental e física. A diversidade, a constante renovação e multisensorialidade oferecida por esse espaço levam a criança a uma busca constante de novas interações, estimulando seu desenvolvimento físico, mental e espiritual. O adulto se beneficia da mesma estimulação.1,3

Para uma reabilitação completa, a fisioterapia hoje necessita de um local de trabalho apropriado para treino de marcha, propriocepção e equilíbrio, que seja agradável e responda à possibilidade de integração sensorial necessária. Pensando nessa necessidade foi criado o jardim sensorial.

OBJETIVO :

Construído um jardim com trilha para a estimulação sensório-motora, treino de propriocepção, de equilíbrio e outras atividades através da interação com o meio ambiente natural, estudar a população que pode se beneficiar desse recurso, ouvir suas sugestões e verificar a possibilidade de mudanças.

 METODOLOGIA:

Após estudo sobre os jardins terapêuticos já existentes, foi executado o projeto do jardim sensorial, em área cedida pela Universidade, composto por plantas aromáticas e outras de apelo sensorial, com uma trilha com piso diferenciado a cada trecho pela textura, estabilidade e inclinação, sendo uma alteração por vez, com áreas de descanso inicial/final e intermediária. O recurso foi oferecido para uso dos diversos ambulatórios de tratamento em Fisioterapia e outras áreas da saúde. Iniciou-se consulta sobre o uso que está sendo feito do Jardim e avaliação da eficácia do recurso por questionário

 CONCLUSÃO:

As respostas dos serviços que utilizam o Jardim como recurso terapêutico vem demonstrando as variadas possibilidades de aplicação, desde a Fisioterapia em Pediatria até a Fisioterapia em Saúde Pública, com o treinamento sensorial dos hansenianos

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

1. MARCUS, C. C;BARNES, M. Healing Gardens: Therapeutic Benefits and Recommendations. New York: John Wiley & Sons, Inc., 1999. 610p.

2. MILLIET, M. A. Lygia Clark: Obra-Trajeto São Paulo: Edusp, 1992.

3. Landscape Architecture.Washington: American Society of Landscape Architeture, v.8 n. 1 – 6, 1995.

 Autorização para utilização das fotos de acordo com normas vigentes, em poder dos autores.

*Patricia Franção; e-mail: patriciafrancao@yahoo.com.br bolsista daUNISA: Franção, Fanhoni, Franco, Pires, Souza.