|
|
Fisioterapia
em Pediatria:
CINCO
ANOS DE ATENDIMENTO JUNTO AO HOSPITAL GERAL DO GRAJAÚ |

FISIOTERAPIA
EM PEDIATRIA:
CINCO
ANOS DE ATENDIMENTO
JUNTO AO HOSPITAL GERAL DO GRAJAÚ
FRANCO,
DÉBORA BARROS1; MARCHESE, DALVA MARIA DE ALMEIDA2
1.Aprimoranda
da Fisioterapia da UNISA; 2.Fisioterapeuta, Mestre em
Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana
Mackenzie
SÃO PAULO - SP – BRASIL
Palavras-chave: atendimento
hospitalar, educação
em
fisioterapia, fisioterapia em pediatria, história da
fisioterapia.
INTRODUÇÃO
Durante muitos séculos a
criança foi tratada com
indiferença, um ser sem alma, um adulto em miniatura, o que
pode
explicar os altos índices de mortalidade infantil do
século XIX:
“...
bastava que chorassem demais ou muito pouco para que fossem atiradas
nos rios, emparedadas em muros, obrigadas a ingerir gesso misturado ao
leite, queimadas, estranguladas, abandonadas nas estradas para servirem
de alimento aos animais, ou enterradas em alicerces de
edifícios
ou pontes para reforçar estruturas.” 1
A partir da Revolução
Industrial ela passa a ter
importância para a economia e começa a ser vista
de forma
diferenciada do adulto.1 O cuidado com a
criança
brasileira se desenvolveu no final dos anos de 1960, através
de
políticas específicas de assistência.2
Somente mais tarde a intervenção da Fisioterapia
com
pacientes pediátricos tornou-se importante por poder
intervir
nas condições agudas e crônicas que
ameaçam
o desenvolvimento infantil.3
O
estágio supervisionado
de Fisioterapia em Pediatria prepara o acadêmico do
último
ano para a vivência futura no serviço ambulatorial
e no
atendimento hospitalar à criança.
OBJETIVO
Caracterizar o Estágio
Supervisionado
de Fisioterapia em Pediatria, junto ao Hospital Geral do
Grajaú,
no período de 2000 a 2004, através das fichas de
atendimento fisioterapêutico utilizadas pelos
acadêmicos do
5º ano de Fisioterapia da UNISA.
(clique
nos gráficos para ampliar)

21.782
atendimentos. Média de 9 atendimentos/ criança no
período
MATERIAL E MÉTODOS
Coleta de dados das fichas de
avaliação e
acompanhamento utilizadas pelos acadêmicos de Fisioterapia
durante estágio obrigatório de Fisioterapia em
Pediatria junto ao HGG no período de janeiro de 2000 a
dezembro de 2004.
Os dados sofreram tratamento
estatístico descritivo.
Estudo aprovado pelo CEP -
Comitê de Ética em
Pesquisas da UNISA.
Baterias
de estágio de 5 a 6 sem - 100 a 120 horas/estágio
Discussão
clínica e atendimentos supervisionado
Total de
471 acadêmicos de Fisioterapia do último ano que
atenderam a 2.115 crianças (87%) na enfermaria e 316
neonatos no berçário (13%). Na enfermaria, 1.141
(53,9%) eram meninos e 874 (41,3%), meninas; em 100 fichas (4,7%),
não havia informação , e no
berçário, 174 (55,1%) eram do sexo masculino, 127
(40,2%) do sexo feminino e para 15 (4,7%) não havia a
informação.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
As infecções do
trato respiratório em crianças menores que 5
anos, principalmente do sexo masculino, atendidas pela Fisioterapia no
HGG, confirmam o fato de que nos países em desenvolvimento,
as infecções respiratórias agudas
são as principais causas de adoecimento,
hospitalização e óbito de
crianças nessa faixa etária. 4, 5
O estágio permitiu que os
acadêmicos tivessem
contato com grande número de situações
e de patologias da Neonatologia e da Pediatria.
Ao completar cinco anos de serviços
prestados, conclui-se
que o estágio cumpriu seu papel de Extensão
Universitária junto à comunidade da
região e o objetivo de formação do
fisioterapeuta generalista proposto pelo curso.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
- OLIVEIRA, H. A enfermidade
sob o olhar da
criança hospitalizada. Cadernos de
Saúde
Pública, Rio de Janeiro, v.9, n.3, p. 326-32, jul/set., 1993.
- ZANOLLI, M. L.; MERHY, E.E. Pediatria
social e as suas apostas reformistas. Cadernos de
Saúde
Pública, Rio de Janeiro, v.17, n. 4, p. 103-109, jul/ago.,
2001
- FUJISAWA, D. S. Atendimento
fisioterapêutico de crianças: uma
análise na perspectiva da teoria
histórico-cultural. Temas sobre Desenvolvimento,
São Paulo, v. 11, n. 63, p.37-44, 2002.
- MIYAO, C. R.; GILIO, A. E.; VIEIRA, S.;
HEIN, N.; PAHL, M. M. C.; BETTA, S. L.; DURIGON, E. L.; STEWIEN, K. E.;
QUEIROZ, D. A. O.; BOTOSO, V. F.; GOMES, M. C. S.; LOPES, C. L. R. C.;
EJZENBERG, B.; OKAY, Y. Infecções
virais em
crianças internadas por doença aguda do
trato
respiratório inferior. Jornal de
Pediatria. Rio de Janeiro,
v. 75, n.5. P. 0334-44, 1999
- MOURA, F. E. A.; BORGES, L. C.; SOUZA, L.
S. F.; RIBEIRO, D. H.; SIQUEIRA, M. M.; RAMOS, E. A. G. Estudo de
infecções respiratórias agudas em
crianças atendidas em centro pediátrico em
Salvador (BA). Jornal Brasileiro de
Patologia e Medicina
Laboratorial. Rio de Janeiro, v. 39, n. 4, p. 275-282, 2003.
|
|
|